O sonho continua...
Mas desta vez é a história protagonista dos feitos e fatos


Quarta-feira, Setembro 29, 2004  




Verdade e Realeza

Apresento-lhes os atores da vida real. Os sorrisos infantis foram deixados para traz e em um instante de aspereza, na verdade-realeza, a derradeira paz ficou para traz.

Estes pequenos atores vivem num pedaço de terra intrigante, contracenam com uma dura realidade íngreme, eles vivem nos morros prestes a desabar.

Dura também é a crua comida, neste caso não real, comida que falta para requentar, que falta para esquentar a cruel realidade... destino?

Não, todas as consciências desconcertadas promovem a guerra do bem capital contra o terror miserável e marginal que a cada dia cresce em maioria no morro das periferias.

O estopim é a fome, é alí onde a violência vira dignidade porque é a última forma de viver, a última forma amorfa de moral, pois marginal não tem tempo para pensar, tem tempo pra sobreviver.

É hora de acordar, abrir os olhos e não se cegar diante a idiota besteira da vida liberal e irresponsável. Somos todos responsáveis, por isso que aí está e que se repete insistentemente diante de todos, é o homem querendo sobreviver e podem ter certeza que ele não vai desistir disso, porque quando desistir todos nós deixaremos de existir.




Jardim Greenville
Balneário Camboriú, Terra da Alegria
Santa e Bela Catarina
Hipocrisia do Brasil

Guilherme Meneghelli

Pensando | Comentem: | 11:09 PM


Quinta-feira, Setembro 23, 2004  



Suicídio Concreto

Sociedade e salário andam distantes nestes tempos com Estado Mínimo flexibilizado e deliberado, movimentado por um desprover e dispensar, o Estado caminha para uma irresponsabilidade patológica que fere o cerne ainda vivo da procurada harmonia condensada e coletiva.
Estruturas funcionais que promovem rituais capitais cavam um buraco ausente de qualquer conteúdo, fazendo extrair um vácuo social entre os dois pólos desiguais.
O impacto é afastado de nossos olhos e todos colocados à lógica mercantil, que faz dos relacionamentos "supérfluos ganhos e lucros", onde maquiados uns ganham, outros lucram e ninguém sai perdendo, afinal "é tudo tão natural".
Mas o movimento real é escrito à paus e pedras por uma maioria cada vez maior que tem gana como todos nós e vivem vistos como espectadores no espectro preto e branco, são os pólos opostos que não se atraem.
O dilema conversa sozinho com o porquê e guarda as resposta que eu não vejo, estas respostas são colocadas à mesa cozidas, fritas e mal-passadas, são as propagandas da televisão e o programas infantis, que engolidos à seco, impõem costumes e vertentes determinados à própria normalidade planejada. Sem dialética e contradição, são valores calados que desnudam os sonhos, matando-os de frio no atual inverno rigoroso de uma noite longa.

Guilherme Meneghelli

Pensando | Comentem: | 12:20 PM


Terça-feira, Setembro 21, 2004  



Lixo aberto

A sociedade caminha
No convite diário
À cegueira dos olhos fechados
Numa sociedade
Onde trabalho e salário
Não são significados
De luta e labuta
E sim de herança sem esperança

Mesmo cansado
O olho busca se abrir
E continuar a ver
A dor de existir
Nesse mundo desigual
De patologia capital
Os microorganismos
São mensagens subliminares
Que não nos deixam ver
As verdades da sociedade

Balneário Camboriú, Terra da Alegria
Santa e Bela Catarina
Hipocrisia do Brasil

Guilherme Meneghelli

Pensando | Comentem: | 11:27 AM
 



Serrinha

O crescimento demográfico aliado a má distribuição generalizada faz os morros crescerem e se organizarem em emaranhados aparentemente incompreensíveis aos olhos acomodados dos finais de semana sonolentos.

Florianópolis, Ilha da Magia
Santa e Bela Catarina
Hipocrisia do Brasil

Guilherme Meneghelli

Pensando | Comentem: | 11:22 AM


Sexta-feira, Setembro 17, 2004  



Introdução

Os pés, a história, um caminho, um pisão!
Maltratada e esquecida passamos por cima da história envelhecida, seus fatos distorcidos à cegas visões alicerçadas por óculos escuros que por mais um dia aliviam a dor ao sair num dia quente de sol sem nuvens.


A realidade do tempo da pedra

É dor
É seca do sertão
É Corisco e Lampião
É palpite do coração
Escutar que "não" é "não"
Mas saio do claustro escuro
Da caverna submersa
Em profundo desespero
E vejo o sol
Na cor da flor
No pranto do canto
Do sabiá
Que sabia de lá
Do sambaqui
Que se acumulava por alí
Que nascia do Tupi
Quando o índio morava aqui
E que agora
Nessa onda de sertão
Sem Corisco e Lampião
O coração fica na mão
Despedaçado alvoroço
Na balburdia controlada
A história fica calada
Mas mostro meu pranto
Que se faz desencanto
De quem sonhava tanto
Mas mostro meu pranto
Mas mostro meu pranto
Inquieto
Aguçado
Pranto revoado
Amadurecido
E não mais calado
Que se faz aqui
Pra convocar Tupã
E fazer Tupi
Chamar a história pra sí
Então é fim
É trovoada
É tempo de revoada.

Guilherme Meneghelli

Pensando | Comentem: | 8:07 PM
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