Terça-feira, Maio 24, 2005
Ensaio sobre o tempo
Andamos perdidos no tempo, mas que tempo é esse, que vivemos mas não sentimos, que passamos mas não demonstramos?
O tempo, é certo, tem seus momentos de explosão, de vigor, de orgulho ou mesmo de tristeza, mas o tempo não tem seu tempo, é constante e é instante.
Bem por isso que nós devemos ter nosso tempo, nosso momento e assim escrever a nossa história, guiada pela égide independente da juventude.
O jovem é livre por si só, questiona tudo e se contrapõe à todo resto. Muitas vezes essa dinamite de expressão, que é o jovem, fica submetida aos modelos adultos, assim são os jovens que o são até onde querem os adultos, onde manda o mercado.
Mas nós pisamos fora desse claro caminho, somos expressivos, realmente significantes, afinal, somos uma quantidade e uma filosofia, a juventude não é vã, pode até ser em algum momento, mas podemos não sê-la, podemos ser íntegros dos valores transformadores à que somos expostos quando nos perguntamos se as coisas REALMENTE tem que continuar como estão.
Quem disse que as coisas são assim? Assim as aceitamos que sejam e não o contrário, por quê? Afinal, podemos nós dizer como são as coisas, podemos ser maioria, além da idade, a juventude, reafirmo, é uma filosofia, eu quero ser jovem até a cadeira de balanço... até lá quero continuar balançando, revirando as estruturas e continuar me perguntando se realmente tem que ser assim.
Jovens somos, uma primavera constante, que florece a cada dia com novos horizontes... podemos até dizer que somos o próprio horizonte, afinal, determinamos o fim dos caminhos que trilhamos, pois caminhamos juntos meus amigos.
Guilherme Meneghelli
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1:14 PM
Segunda-feira, Maio 23, 2005
A Reconstrução de um Título
Um dia torrencial e as letras pareciam cair. Eu no canto do livro, bem abaixo do número da página, que também já pendia, tentava me proteger de toda aquela inundação, palavras e mais palavras caiam em blocos, algumas letras se despedaçavam e na minha cabeça ecoava muita indignação de como alguém poderia permitir que chegasse a esse ponto, e chegou, visto então que foi permitido. As letras insustentáveis, de repente cai a "REVOLUÇÃO" e foi o suficiente pra sucitar a minha ira.
Caí na chuva pra esparecer o sobre o que ocorria e levei várias palvras na cabeça, mas continuei íntegro, visto a queda da REVOLUÇÃO fui refletir e procurar pela EXPRESSÃO e CRIATIVIDADE para que pudessemos reconstruir a dita da queda e continuarmos os próprios humanos inventivos.
Tanto procurei que acabei por encontrar - num derradeiro caminho entre os escombros literários - algumas letras ainda intactas, formações criativas dos inimagináveis HUMANOS, todas as letras em maiúsculo, com muito esforço, eu e mais alguns que encontrei pelo caminho, levantamos e formamos agora uma palavra não mais num contexto geral, mas sim como direção desse contexto, agora REVOLUÇÃO é o título desse livro esmiuçado pela devastadora individualidade que acabou por segregar a quase todos.
Sobramos nós nessa história, os unidos. Temos agora a chance de escrever uma outra história para o decorrer da história!
Guilherme Meneghelli
Março/2004
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9:07 AM
Segunda-feira, Maio 02, 2005
O Motoboy
Por Guto de Lima
Vou contar pra vocês a história do Luizinho.
Luizinho é um cidadão comum (uma ova) paulistano. Bicho paulista mesmo manÔ! Nasceu em Minas, mas eu nunca conheci mais paulistano que ele.
Quando fui morar em São Paulo e comecei a trabalhar na Blink, lá estava ele, o Motoboy do andar. O cara vivia em sua moto pra lá e pra cá, e tudo o que eu precisava saber sobre Sampa era pra ele que eu perguntava, e nunca falhava. Os atalhos, picos, becos, lugares secretos, lojas, oportunidades, segredos, um verdadeiro manual pro branco aqui que tinha acabado de chegar. Na verdade muito mais que um manual, um amigal.
Nos encontravamos exporadicamente nos corredores do prédio ou quando eventualmente eu tinha um serviço de entrega para o super motoboy. Daí que o cara viu que eu transportava como uma filha uma Canon, sempre a mão. E lá vem ele com um monte de foto velha... Aí manô dá um´olhada qi nas foto manô, v o qi c acha aí truta. AS fotos eram simples, tecnicamente vazias mas dava pra ver que alguma coisa diferente tinha ali. Ângulos originais, fotos de cima do prédio. Intenções.
Eu, a partir daí gralhei em seu ouvido sujo e surdo do transito paulistano todos os dias para que ele tivesse uma máquina, por mais simples que fosse, sempre a tira-colo. E assim foi. Aos poucos as fotos iam surgindo, cada vez melhores. Sempre melhores. Uma conversa aqui, uns comentários ali, leia isso, evite aquilo mas não para, não para, não para não!!! Com o tempo nossa relação profissional e pessoal se estreitou, o cara foi contratado pela Blink e virou nosso GERENTE DE LOGÍSTICA (Lê-se Motoboy plus). E as fotos continuavam a brotar de sua compacta de merda.
Certo dia lá vem ele: Ei Guto, juntei uns trocos e tô afim de comprar uma máquina melhor, vamo embora pra Crispiniano que lá é o pico da foto. E lá fui eu e Luizinho (como várias vezes nessa vida) em cima de sua moto, a milhão, no inferno do trânsito paulistano. Em 30 minutos haviamos chegado (se fosse você levava 3 horas!). Encontramos a máquina sob medida, uma igual a minha, quase mais velha que nós dois juntos, uma Canon FTB. E as fotos...melhores.
Ele ganhou um pequeno patrocínio da Blink e assim podia comprar uns filmes pra praticar. Nossas reuniões de análise e discussão sobre as fotos cada vez mais completas de comentários claros e inteligêntes. Era óbvia a evolução do Foto-Motoboy.
Começamos um puta curso de fotojornalismo na Imã juntos. Com João Bittar. Caraca vocês não acreditam, depois disso, ninguém segura o guri. Largou tudo e foi viver a vida de fotografo, afinal ele nasceu pra isso mesmo. Mas a moto, continua sendo seu principal meio de transporte. O que faz de Luizinho um fotojornalista especial, exclusivo. Hoje, tem suas fotos publicadas nos principais jornais do Brasil e também no exterior. Chega antes que qualquer um, tem furos sonhados pelos grandes... e é só o começo. Sua carreira é brilhante como você meu irmão! Você merece o melhor. Você é o melhor, porque você acredita em você mesmo.
Em parallo a toda este história, descobri um grande amigo, fiel. Meu irmão,
Luizinho o Motoboy.
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9:14 AM
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